A população portuguesa sente-se intranquila, ao assistir nos últimos dias às imagens de uma revolução num país cujo nome não reconhecem.
“Eu tenho medo, pois claro que tenho! Falam em Egito isto, Egito aquilo, mas não dizem onde é... Eu sei lá o que é isso? Como as pessoas parecem meio muçulmanas, eu ainda fui ver se não seria no Martim Moniz, mas lá estava tudo tranquilo.” - Confidenciou-nos Alberto Juvenal, portador do BI número 128473.
Isaltina Oxalá também confessa estar inquieta com as notícias da revolução no país desconhecido: “Oh credo, e se isto chega cá? Eu estava a comentar isso com o meu filho Paulo – que vivia no Egipto, mas agora voltou – e ele também acha que as televisões deviam dizer que raio de país é este...
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
sábado, 20 de novembro de 2010
PIGS
A União Europeia é uma instituição moderna, que para facilitar a escrita de sms's entre os habitantes europeus, recorre à invenção das mais variadas siglas.
Como "Países-que-estão-na-merda-e-ainda-por-cima-são-periféricos" não dava muito jeito numa conversa de chat, inventou-se a sigla PIGS, que refere Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha. Genial, não?
Eu estou capaz de apostar que quem instituiu o termo foi a chancelerona, num acesso de raiva. O PM Britânico, que estava a seu lado, matutou um bocadinho e concluiu que estava muito bem apanhado, formar a sigla com as iniciais dos países traquinas. A chanceler ficou intrigada com a informação: "Was? It does?".
Um assessor alemão cortou logo a palavra à chancelerona, antes que esta provocasse a ira dos PIGS: "Offcourse it does".
Enfim... até que fica no ouvido, não é?
Como "Países-que-estão-na-merda-e-ainda-por-cima-são-periféricos" não dava muito jeito numa conversa de chat, inventou-se a sigla PIGS, que refere Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha. Genial, não?
Eu estou capaz de apostar que quem instituiu o termo foi a chancelerona, num acesso de raiva. O PM Britânico, que estava a seu lado, matutou um bocadinho e concluiu que estava muito bem apanhado, formar a sigla com as iniciais dos países traquinas. A chanceler ficou intrigada com a informação: "Was? It does?".
Um assessor alemão cortou logo a palavra à chancelerona, antes que esta provocasse a ira dos PIGS: "Offcourse it does".
Enfim... até que fica no ouvido, não é?
terça-feira, 6 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Ensaio sobre a estupidez
Saramago morreu.
Mas isso já não é novidade para ninguém.
O primeiro Nobel da Literatura escrito na Língua Portuguesa deu o seu último suspiro a 18 de Junho de 2010 e a partir daí só ele sabe para onde foi.
Carregava nas costas quase nove décadas e o peso de ser um dos intelectuais mais brilhantes do planeta.
É uma pena a balança estar sempre desequilibrada.
Com uma frieza mental assustadora, Saramago fez declarações polémicas sobre diversos assuntos, tendo como consequência o ataque de acéfalos que não compreendiam (ou receavam) a visão de um homem que prezava a liberdade acima de tudo.
Sempre com a isenção de quem sente com o córtex cerebral.
Saramago não se dava ao luxo de ser optimista, pois de acordo com o escritor:
"Estamos afundados na merda do mundo e não é possível ser optimista. O optimista, ou é estúpido, ou insensível ou milionário."
Saramago morreu.
E as vendas da sua obra aumentaram desde então.
Ironia?
Não...
Apenas a confirmação de algo que já temos conhecimento.
Morrer é a melhor coisa que pode acontecer a um artista.
terça-feira, 29 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
rima
Gostava de ter alguma coisa apropriada para dedicar ao Saramago. Mas não tenho.
Já quando o Eça morreu me aconteceu a mesma coisa.
Que do medo se vive se sabe
e então bem pouco se sabe.
Mal acaba,
nada mais nos cabe.
Nem a morte.
Essa, coitada, só assusta
cada um de nós.
Nesse sólido compromisso
faz-se pouco e a contragosto.
O sabor, de tão omisso,
nem enjoa o suposto.
Já quando o Eça morreu me aconteceu a mesma coisa.
Que do medo se vive se sabe
e então bem pouco se sabe.
Mal acaba,
nada mais nos cabe.
Nem a morte.
Essa, coitada, só assusta
cada um de nós.
Nesse sólido compromisso
faz-se pouco e a contragosto.
O sabor, de tão omisso,
nem enjoa o suposto.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
made in Fausto
No passado dia 19 convenci astuciosamente o comparsa Schepens a acompanhar-me ao CCB para vermos um grande concerto do Fausto. Teve bailinho, palminhas compassadas, gritinhos meus. Eu ia dizendo ao Hugo informações inúteis num tom paternalista e ele não me ouvia a fingir que sabia as letras de cor. Foi bom.
Ele cantou a música que aqui coloco, mas não há maneira de o pôr a cantar (ah, velho safado) a melhor música dele - ao longo de um claro rio de água doce.
Lembra-me um sonho lindo
quase acabado,
lembra-me um céu aberto
outro fechado
Estala-me a veia em sangue
estrangulada,
estoira num peito um grito,
à desfilada
Canta rouxinol canta
não me dês penas,
cresce girassol cresce
entre açucenas
Afoga-me o corpo todo
se te pertenço,
rasga-me o vento ardendo
em fumos de incenso
Ai como eu te quero,
ai de madrugada,
ai alma da terra,
ai linda, assim deitada
Ai como eu te amo,
ai tão sossegada,
ai beijo-te o corpo,
ai seara, tão desejada
Fausto
“Por Este Rio Acima“, 1982
Ele cantou a música que aqui coloco, mas não há maneira de o pôr a cantar (ah, velho safado) a melhor música dele - ao longo de um claro rio de água doce.
Lembra-me um sonho lindo
quase acabado,
lembra-me um céu aberto
outro fechado
Estala-me a veia em sangue
estrangulada,
estoira num peito um grito,
à desfilada
Canta rouxinol canta
não me dês penas,
cresce girassol cresce
entre açucenas
Afoga-me o corpo todo
se te pertenço,
rasga-me o vento ardendo
em fumos de incenso
Ai como eu te quero,
ai de madrugada,
ai alma da terra,
ai linda, assim deitada
Ai como eu te amo,
ai tão sossegada,
ai beijo-te o corpo,
ai seara, tão desejada
Fausto
“Por Este Rio Acima“, 1982
Subscrever:
Mensagens (Atom)
